segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Petition contrary to Back2Black event

YES, I SIGN...

http://www.petitiononline.com/4P4P4P4P/petition.html

Petition text:

Objective: For Increase and just distribution of financial resources in the black people social projects and activities for black people. We want see us with our eyes and to be represented by ourselves.

We are members of Estimativa Association, nonprofit brazilian organization that propagates the African and afro descendents cultures since 2005 (five years ago) with about 325 events between produced, promoted and disseminated. We are aware and witnessing the difficulty of activists, artists and producers when we´re black people and work with African themes and read less to maintain its activities and projects. Many groups, institutions and individuals in the fight for crumbs, because the greatest obstacle is the budget constraints of public and private companies in providing resources to our racial segment.

With this, we must share our outrage at the event “Back to Black” out in the city of Rio de Janeiro, for two consecutive years that raised millions on the public coffers to use the African theme and read less toward the cost of your holiday despite absorbing features as narrow a segment of the budget, conducts entrance fee to $ 53.00 (fifty three dollars) for each day of the event, limiting access to an audience almost exclusively belonging to the economically favored class of our society. But what was exposed in newspapers, in an attempt to social accountability was displaying a black minority participant said the event as the beneficiary of such spending.

After to have participated and watched numerous discussions inside and outside the black militancy about the event in question, we created our Manifesto Online (Petition) for people who also feel uncomfortable with this situation can support the rejection of the practice and implementation of the “Back to Black”, not be legitimate or representative to the theme and extorted absorbed and not allow access to those resources should be genuinely intended.

Black people photographs were displayed and used throughout the event, unfortunately the absorption and ownership of our image and culture continue: reaffirm that we do not need another to tell our story, but once, and claim the need to increase governmental resources available to the achievement and maintenance of projects and events made by and aimed at black women and black men.


http://www.petitiononline.com/4P4P4P4P/petition.html

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Objetivo: Aumento y correcta difusión de los recursos del gobierno para la promoción del trabajo a la consecución y en apoyo de la población de ascendencia africana.

http://www.petitiononline.com/4P4P4P4P/petition.html

Somos de la Asociación Estimativa, organización sin fines de lucro que propaga la cultura africana y de la diáspora hace 05 años con cerca de 325 eventos entre producción, promoción y difusión, y somos conscientes de que estamos presenciando la dificultad de activistas, artistas y productores(as) afrodescendientes que trabajan con temas africanos y leer menos para mantener sus actividades y proyectos. Innumerables grupos, instituciones y particulares en la lucha por las migajas, porque el mayor obstáculo es las limitaciones presupuestarias de las empresas públicas y privadas en la provisión de recursos para nuestro sector.
Con esto, tenemos que compartir nuestra indignación por el caso del evento “Back to Black - Volver al Negro” en la ciudad de Río de Janeiro (Brasil), durante dos años consecutivos, que recaudó millones de las arcas públicas para utilizar el tema de África y leer menos por el costo de sus vacaciones a pesar de la absorción características como un segmento estrecho del presupuesto, lleva a cabo entradas a R$ 90.00 (noventa reais cerca de U$ 53 – cincuenta y tres dólares americanos) por cada día del evento, lo que limita el acceso a un público casi exclusivamente pertenecientes a la clase económicamente favorecidas de nuestra sociedad
. Pero lo expuesto en los periódicos, en un intento de la responsabilidad social se muestra un participante minoritario negro dijo que el evento que el beneficiario de dicho gasto.
Después de participar en numerosos debates y ver por dentro y por fuera de la militancia negra del evento en cuestión, hemos creado un manifiesto para las personas que también se sienten incómodas con esta situación puede soportar el rechazo de la práctica y la aplicación del evento “Back to Black”, no ser legítimo o su representante con el tema y se absorbe extorsionado y no permitir el acceso a esos recursos deben ser realmente deseado.

Fotografías de las mujeres y los hombres afrodescendientes se muestra y se utiliza durante todo el evento, por desgracia la absorción y la propiedad de nuestra imagen y la cultura siguen: reafirmar que no necesitamos otro para contar nuestra historia, pero una vez, y reclamar la necesidad de aumentar los recursos públicos disponibles al logro y mantenimiento de proyectos y eventos realizados por y dirigido a las mujeres y los hombres afrodescendientes.


clique em sign the petition ( assinar petição / firmar la petición)

 

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Ótima informação para você saber ... a quem interessar.

Aproveitamos para agradecer a todas as pessoas que assinaram o Manifesto.

Boa parte delas conhece o trabalho sério e respeitoso que a Estimativa desenvolve, e isso nos conforta e nos deixa muito feliz.
Gostaríamos de explicitar que antes de criarmos a petição, consultamos algumas pessoas (que tivemos a oportunidade de encontrar pessoalmente), infelizmente, pela correria da vida, não havia como consultar tod@s interessad@s.

Alguns integrantes de diversas instituições foram convidados(as) a participarem, porém  não se manifestaram porque estão institucionalizados, o que às vezes limita suas atuações, outros porque não concordam com a proposta, e/ou porque já usufruem de uma fatia fina dos recursos públicos, seja diretamente, seja por alguma empresa privada que se beneficie das leis de incentivos fiscais a partir da dita "promoção cultural" .

Respeitamos todos(as)!!!
Algumas pessoas muito solidárias e preocupadas disseram que a instituição está num momento tão especial, que este posicionamento fecharia portas para a Estimativa e paraelas.
E agora nós perguntamos: Que porta é essa que está aberta? Em quais condições?

Impulsionadas por diversas discussões encontradas na internet, resolvemos colocar em prática e com a autorização dos autores anexamos suas reflexões. Foi necessário colocar "a cara à tapa", pois não há Mudanças sem Ação.

Não esqueçamos o mais importante: SOMOS MULHERES NEGRAS, o que já legitima e nos dá o direito de refletir sobre a questão. Além disso, levando em consideração que são 05 anos de Estimativa, não mudaremos nosso posicionamento e a concepção do nosso trabalho, são cerca de 325 eventos entre produzidos, promovidos e divulgados ao longo deste período, será que não é o suficiente para reclamar?

Durante esse período, assistimos o anseio de diversos(as) artistas e produtores(as) negros(as) que gostariam de mostrar ainda mais os seus belíssimos trabalhos e não conseguem, sempre limitados por restrições orçamentárias no apoio à cultura de produções negras.


Mas o que temos visto após o lançamento do Manifesto é o escárnio e dissimulação na utilização desse momento de MOVIMENTAÇÃO para minimizar o trabalho do(a) outro(a), em prol de alguns grupos extremamente seletos.
Essa é a velha cilada de nossa história, a segmentação a favor de minorias.
A briga por migalhas enquanto favorecidos se lambuzam.

Cada um trabalha do seu jeito,  devemos respeitar e saber lidar com as nossas diferenças.
Não temos nada a ver com questões políticas e pessoais antigas.

Nosso posicionamento é contra o uso abusivo do dinheiro público para a produção de um evento que não nos representa,  e principalmente pelo Aumento e correta difusão de recursos ao fomento de trabalhos com a realização e em prol da população afrodescendente.

Portanto, acalme-se minoria favorecida, quem já tem a fatia não ficará sem ela.

 
PELO AUMENTO DAS FATIAS DO BOLO


É uma pena que os maiores prejudicados não têm acesso à internet, mas utilizaremos outras formas de comunicação.

Você que ainda não assinou e é a favor, sinta-se à vontade:
http://www.petitiononline.com/4P4P4P4P/petition.html


Abraços estimados
Família Estimativa



Foto: http://www.google.com.br/imgres?imgurl=http://docealto.pt/images/Fatias%2520de%2520Bolos.jpg&imgrefurl=http://docealto.pt/index.php%3Fmain_page%3Dproduct_info%26cPath%3D25_27_78%26products_id%3D312&usg=__lM0LEHztPMbp4XQ2cDuLO0dhYDs=&h=500&w=700&sz=142&hl=pt-BR&start=114&zoom=1&tbnid=IxLPwOa1vjW1UM:&tbnh=128&tbnw=187&prev=/images%3Fq%3Dfatia%2Bde%2Bbolos%26hl%3Dpt-BR%26sa%3DG%26biw%3D1267%26bih%3D575%26gbv%3D2%26tbs%3Disch:10%2C2761&itbs=1&iact=hc&vpx=328&vpy=310&dur=11756&hovh=190&hovw=266&tx=178&ty=167&ei=5ROYTOvxHIHGlQfx9KgR&oei=uhOYTJW1DML68Ab3uMEG&esq=7&page=7&ndsp=18&ved=1t:429,r:13,s:114&biw=1267&bih=575

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

A Festa da CASA GRANDE financiada também pela SENZALA, por Luis Carlos Gá


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Faça parte desse Manifesto
 

(para assinar acessar o link acima e clicar em Sign the Petition e inserir as informações sugeridas).

Back to Black or Back to White Supremacy por Marcio André dos Santos



Por Marcio André dos Santos

Em sua segunda edição, o BacktoBlack reuniu uma série de bons músicos negros de estilos tão variados quanto o kora, o r&b, o pop e o blues, sem contar o melhor da música negra brasileira. Parabenizo totalmente a qualidade da produção técnica do evento: exposição de imagens de jovens negros em tamanho gigante, espaço para a exposição de peças e produtos de instituições sociais diversas, inclusive instituições negras. Os patrocinadores do evento (Oi Futuro, Fundação Cultural Palmares, Petrobras, etc) também contavam com stands dentro de um trem especialmente adaptado para tal. Do ponto de vista do quesito qualidade técnica não há o que reclamar, penso.

Porém, do ponto de visto político, o B2B reproduz pari passu uma lógica ainda comum no Brasil no que se refere as “culturas negras”. Concordo que toda cultura é pública por excelência, ou seja, ninguém pode atribuir-se o direito absoluto de privatizar os usos e sentidos de uma dada matriz cultural. Isso significa dizer que um sujeito pertencente a uma nação indígena brasileira, por exemplo, pode e tem todo direito de tocar Bach, de ouvir Fela Kuti e ler os poetas portugueses sem sofrer qualquer constragimento por isso. No entanto, em determinadas circunstâncias não é tão simples “praticar” a cultura do outro como se isso fosse um produto comprado no supermercado. Em outros termos, tem-se um processo de alienação e subalternização quando a cultura do outro é utilizada a fim de fortalecer seja politicamente seja economicamente a hegemonia de um grupo determinado.

Vamos dar os nomes aos bois. No caso do B2B vejo um total uso do “repertório cultural negro-africano” voltado a fortalecer a hegemonia branca corrente no Brasil. Por “repertório cultural negro-africano” entendo um conjunto de expressões artísticas tais como dança, teatro, culinária, cosmologias, filosofias, corporeidades (como a capoeira e a dança afro), fotografia, cinema, universos simbólicos, etc, gestados a partir de matrizes civilizacionais africanas e afro-brasileiras. Em suma: há todo um agenciamento negro nessa produção e que por sua vez carregam histórias ancestrais de lutas, resistências, perdas, ressignificações, recriações, etc. Tal repertório não tem nada a ver com pureza de qualquer espécie e nem necessariamente exclui outras matrizes civilizacionais, já que toda formação cultural forja-se em um diálogo constante com outras formações culturais.

O grande problema existente ai é a apropriação feita em nome e pela eternização da hegemonia branca. O que isso quer dizer? O racismo no Brasil significou e significa além da exclusão social e política da maioria do povo negro, um extraordinário fortalecimento das elites brancas. Isso se expressa no acesso as melhores escolas, as universidades e cursos de excelência, aos melhores serviços sociais, cargos de alto salário... em suma, padrões de vida de brancos e negros diametralmente opostos, mantendo assim o fabuloso “equilíbrio de forças” que tão comumente nos caracteriza. O mito da democracia racial ao longo de todo o século 2o traduzia tais privilégios raciais em um problema meramente social. Ou seja, o problema não era a cor da pele do sujeito e sim seu background social. Esse discurso ainda é feito atualmente, inclusive por intelectuais (brancos) que se notabilizaram pesquisando “culturas negras” e relações raciais.

O BacktoWhiteSupremacy (quem preferir sugiro também BacktoWhiteness, algo como retorno a branquitude... retorno?)surge em um contexto em que tais assimetrais e privilégios vem sendo mais sistematicamente discutidos na sociedade brasileira. Além da contradição que todo o evento expressa, instituições ligadas ao governo federal voltadas a promoção e defesa das culturas negras, como a Fundação Palmares, conferiram total aval institucional e político a este tipo de hegemonia. Capatazes pós-modernos!

Branquitude e esquizofrenia

Sou daqueles que pensam que ser crítico a um determinado tipo evento cultural não é o mesmo que estar ausente. Se fosse assim, teríamos pouquíssimas opções do que fazer, exceto ir a bailes funk e ensaio de escola de samba (me refiro as escolas de samba de ”comunidade”, ok?). Conforme falei acima, além da qualidade técnica do evento todos temos direito de participar. Por esta razão fui no segundo dia para assistir ao show da Erikah Badu. A geografia humana local traduzia perfeitamente minhas suspeitas: cerca de 95% dos presentes eram pessoas brancas de classe média e média alta. O mais esquisito para mim não foi ver pessoas brancas ali - todos somos cidadãos com direito e liberdade de acesso as manifestações culturais!!. O mais esquisito foi ver que pessoas como eu, negras, eram minoritárias em um evento que, literalmente, vendia a “cultura negra” para um público branco. Negros em maioria somente o pessoal da limpeza e da segurança...

As imagens de jovens adultos negros em tamanho gigante enfeitando todo o enorme espaço do show constrastava com a parca presença de nossa gente. Faltou somente aos brancos ter posto perucas de nega maluca como fazem no carnaval para disfarçar a contradição presente... Alias, pra que? Não seria preciso. Nunca foi, definitivamente.

A branquitude, um outro nome para hegemonia branca, diferentemente do que dizem seus teóricos não se escondia e nem precisava fazê-lo ali. Reinava feliz e absoluta na terra do faz-de-conta-que-não-tenho-privilégio-porque-continuarei-fazendo-de-conta-que-não-tenho-cor-para-que-vocês-continuem-perdendo. Uma amiga que foi no último dia me contou que de um lado “todos” os brancos assistiam ao show do Taj Mahal (musico negro que toca blues mas que é consumido aqui pelas classes médias brancas, tal como o reggae jamaicano) e “todos” os negros dançavam ao som do pessoal do viaduto de Madureira. Quando o show do Taj Mahal terminou, os brancos literalmente “invadiram” o espaço hegemonizado (será que cabe esse termo aqui? pergunto (tenso) a mim mesmo...) pelos negros.

Por fim, creio que é hora de uma reflexão mais séria sobre esse tipo de coisa. Entendo perfeitamente que artistas negros ou brancos façam suas produções para pessoas de qualquer grupo social ou racial. É dali que sai seu ganha pão. O que acho politicamente complicado é que um evento coloque no bolso, capitalize e manipule ao bel prazer todo um repertório cultural negro-africano como se isso viesse de “graça” para nós, negros e negras, e ainda por cima com o apoio de uma instituição do governo criada para fortalecer as demandas do povo negro. Qual o papel da Fundação Palmares nisso? Melhor: qual o projeto da FCP? Fortalecer-nos ou enfraquecer-nos? Contribuir para pulverizar o que restou do mito da democracia racial (diga-se de passagem, continua super forte e atuante) ou auxiliar em sua reprodução?

Os produtores do BacktoWhiteSupremacytoWhiteness devem estar felizes com a Fundação Palmares e mais ainda com os recursos captaneados do governo federal.
É hora de termos um Retorno à Negritude comprometido efetivamente com a negritude combativa legada pelos movimentos negros e pelo suor e sangue de nossos ancentrais.
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Manifesto contra o Back to Black

(para assinar acessar o link acima e clicar em Sign the Petition e inserir as informações sugeridas).

fonte:  acima.

Manifesto Contra o Back to Black

Pelo aumento e correta difusão de recursos ao fomento de trabalhos com a realização e em prol da população afrodescendente.


(para assinar acessar o link acima e clicar em Sign the Petition e inserir as informações sugeridas).



Nós da Estimativa, organização sem fins lucrativos que propaga a cultura africana e afrodiaspórica há 05 anos com cerca de 325 eventos entre produzidos, promovidos e divulgados, estamos cientes e somos testemunhas da dificuldade de ativistas, artistas, produtores(as) negras e negros que trabalham com as temáticas africana e afrobrasileira em manter suas atividades e projetos. São inúmeros grupos, instituições e pessoas na disputa por migalhas, pois o maior entrave são as restrições orçamentárias de empresas públicas e privadas em disponibilizar recursos para nosso segmento.

Com isso, não podemos deixar de compartilhar a nossa indignação com o evento Back2Black realizado na cidade do Rio de Janeiro, por dois anos consecutivos que arrecadou milhões em reais dos cofres públicos ao utilizar a temática africana e afrobrasileira para o custeio de sua festividade, não obstante em absorver recursos de um segmento tão restrito em orçamento, realiza cobrança de ingressos a R$90,00 (noventa reais) a cada dia de evento, delimitando o acesso a um público quase que exclusivamente pertencente à classe economicamente favorecida da nossa sociedade. Mas o que foi exposto em jornais, na tentativa de uma prestação de contas social foi a exibição de uma minoria negra dita participante do evento como beneficiária de tal gasto público.

Após participar e assistir a inúmeras discussões dentro e fora da militância negra sobre o evento em questão criamos o nosso manifesto online  para que pessoas que também se sintam incomodadas com essa situação possam apoiar o REPUDIO à prática e realização do Back2Black, por não ser legítimo ou representativo à temática absorvida e extorquida e por não viabilizar o acesso a quem os recursos deveriam ser verdadeiramente destinados.

Fotografias de negras e negros foram exibidas e utilizadas em todo o evento, lamentavelmente a absorção e apropriação de nossa imagem e cultura continuam: ratificamos que não necessitamos do outro para contar a nossa história, outrora sim, necessitamos e reivindicamos o aumento dos recursos públicos disponibilizados para a realização e manutenção de eventos e projetos feitos por e destinados a negras e negros.

Clique aqui: Manifesto contra B2B