quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Posicionamento Dra Elisa Larkin

Queridas e respeitadíssimas companheiras mulheres negras, bom dia!

Manifesto a minha solidariedade e do Ipeafro às afirmações das nossas bravas companheiras!

Mais uma vez demonstraram sua competência para responder à altura da ofensa às mulheres negras contida nesse episódio.

Abraços e muito axé!

--
Elisa Larkin Nascimento, Ph.D.
IPEAFRO

Instituto de Pesquisas e Estudos Afro-Brasileiros

Posicionamento Sra Magali da Silva Almeida


Queridxs
Quero dividir esse Axé e fortalecer a nossa voz e a nossa luta que serão incansáveis diante das barreiras históricas, porém transponiveis. Dri e demais companheirxs. Estou fora do Rio para complementar meu doutoramento, por isso não estarei presente no evento, mas tenho certeza que Adriana e a nossa mais jovem guerreira, Nalui, darão conta do recado. Que aliás já  está sendo dado coletivamente.
AXÉ!!!

 
Magali da Silva Almeida
Profª da FSS/PROAFRO/UERJ

Posicionamento Sra Lia Vieira

( referente ao depoimento de Conceição Evaristo sobre a Carta de Sra Camila Santo.)


Olá, irmazinha Conceição querida - da militância, das artes, das letras
Sua mineirice chega sempre mansa e determinada - sábias palavras.
Impossível ficar omissa neste momento/evento que sacudiu a nós todas do Oiapoque ao Chuí.
O ano começa balançando as folhas e falas ...
Não foi uma " disputa " pessoal . Creio, que, ninguém entendeu a empáfia e o desafio da sra
Camila Santo, a todas nós mulheres negras.
A derrota, como foi, desmoralizante e mobilizadora deixa uma lição:
Valor, Contexto e Arte não existe sem as vozes das Mulheres Negras.
 Mesmo porque só interessa-nos a questão
racial quando essa discussão está a serviço de um projeto de
emancipação social como perspectiva de construção de uma nova
sociedade fraterna e igualitária. 
 
Nossa vozes mudam o mundo !
 Vitória ! O sol vai se por mais luminoso esta tarde no Rio de Janeiro
Lia Vieira - ASHANTI VIAGENS

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

MENINAS ENTRAM SIM





O IV FESTIVAL AFRO tem ENTRADA FRANCA e discutirá a história, a cultura e a realidade dos cidadãos afro-descendentes em nossa sociedade, durante a realização do IV SeminárioInserção e Realidade, que apresenta três mesas-redondas, coordenadas pelo ator Milton Gonçalves, sobre os temas:

O Negro na Literatura - ADRIANA BAPTISTA, Domício Proença Filho, Alberto da Costa e Silva e Salgado Maranhão


Repensando o Negro - NALUI MAHIN, Joel Rufino dos Santos, Muniz Sodré e Carlos Alberto Medeiros

O Negro nas Artes Cênicas - ILÉA FERRAZ,  Haroldo Costa, Luiz Antônio Pilar e Hilton Cobra

O IV Seminário Inserção e Realidade se realiza no Auditório da Academia Brasileira de Letras, no Centro do Rio de Janeiro, de 25 a 27 de janeiro, 17h.

Consulte nossa programação no site www.festivalafro.com.br

Agradecimentos a Joel Rufino, Carlos Medeiros e Cobrinha

O que seria de nós sem os homens negros sensíveis a causa?
Sem sombra de dúvida, temos que ressaltar o desempenho da Fera Sr. Luis Carlos Gá, que fortaleceu essa corrente, fazendo com que houvesse a adesão de muitos outros e Ras Adauto e  Marco Romão.

E aí chegou a hora dos palestrantes se posicionarem, cedendo os seus espaços para a fala das mulheres negras, LINDO GESTO!!! Parabéns!!

Notícia chega na Alemanha.

Ih! agora a notícia está na Alemanha, Guiné Bissau, e outros Países a fora.
Tudo isso que poderia ser resolvido da melhor maneira possível, não é mesmo?
Com o posicionamento de retratação.

Confira a matéria no Mama Press Clique aqui

Posicionamento Sra Conceição Evaristo

Prezadas/Prezados

A estrada é longa e temos de caminhar, queremos ir o mais longe possível. Os "nossos passos vêm de longe...", estou parafraseando a inscrição que aparece no Livro da Saúde das Mulheres Negras, editado pela Pallas e pela Criola. E para resumir a conversa e afirmar as nossas convições , apesar de tantas pedras....  deixo para Adriana e para todas as pessoas que encaparam esse justo protesto,  estas palavras retiradas de um artigo, que escrevi um dia: 
                      "E em nossa fala, há muito fazer-dizer, há muito de palavra-ação. Falamos para exorcizar o passado, arrumar o presente e predizer a imagem de um futuro que queremos. Nossas vozes-mulheres negras ecoam desde o canto da cozinha à tribuna. Dos becos das favelas aos assentos das conferências mundiais. Dos mercados, das feiras onde apregoamos os preços de nossas vidas aos bancos e às cátedras universitárias. Dos terreiros onde as Mães acolhem seus filhos convictas na força da palavra, no Axé, até aos movimentos feministas e negro. Desde ontem... Desde sempre... Nossas vozes propõem, discutem, demandam. Há muito que dizer. Há muitos espaços ainda vazios de nossas vozes e faremos chegar lá as nossas palavras. Há muito que fazer dizer. Não tememos. Sabemos falar pelos orifícios da máscara com tal força que estilhaçamos o ferro. Quem aprendeu a sorrir e cantar na dor, sabe cozinhar as palavras, pacientemente na boca e soltá-las como lâminas de fogo, na direção e no momento exatos. Por isso proclamamos nesses versos:
                                                           E não há mais
                                                           quem arranque a nossa língua
                                                           o nosso verbo solto
                                                           conjugou antes
                                                           o tempo de todas as dores. "
                                                                                     Conceição Evaristo
"Dos sorrisos, dossilêncios e das falas" in Mulheres no Brasil - Resistência, lutas e conquistas,  (orgs ) Liane
Schneider & Charliton Machado, UFPB, Editora Universitaria, João Pessoa, 2006/2009.

Posicionamento Sra Tatiana Tibúrcio


RESPOSTA DE TATIANA TIBURCIO

Querido Haroldo!

Sinto muitíssimo insistir no assunto, mas após pensar com calma e ler todos os manifestos recebidos por email a respeito da discussão sobre a ausência feminina no seminário, me vejo obrigada – pelo compromisso que tenho com tudo o que acredito e pelo que luto na minha breve trajetória – a dizer não, em definitivo, ao seu convite para compor a mesa do dia 27.
Gostaria que soubesse o quanto isso me custa já que tenho por vc um carinho, uma admiração e um respeito imensurável, e isso sem nenhuma demagogia. Os elogios que fez em relação ao meu trabalho com o Negro Olhar e a mim me deixam comovida e honrada. E justamente em nome dessa consideração que demonstrou ter pelo meu trabalho; esse reconhecimento pelo caminho que estou buscando trilhar, é que me vejo na obrigação de tomar esta atitude. Para continuar sendo digna do seu respeito e do seu apoio que até hoje foi constante em todos os passos que dei desde que nos conhecemos. Vc tem estado presente no Negro Olhar desde o primeiro ciclo, quando ensaiávamos na UERJ. Compreensivo, atencioso, generoso, me apontando caminhos e me emprestando o prestígio de sua história para que eu pudesse escrever a minha em nome de algo muito maior do que nós individualmente: o negro no cenário teatral brasileiro.

Como disse, li os emails recebidos a respeito da discussão apresentada e percebo que ela tomou uma proporção muito maior do que eu posso abarcar. A representatividade feminina solicitada não é apenas de uma mulher capaz de discorrer sobre o assunto apresentado (coisa que, apesar do medo oriundo da minha timidez, acredito que daria conta), mas de uma mulher de peso pela sua trajetória para calar e fazer engolir as palavras proferidas pela Sra Camila Santo, produtora do evento. O desrespeito e o total desconhecimento dela em relação às questões que diz defender e que representa como produtora deste seminário, é absurdo. Faço minhas, sem nenhuma ressalva, as palavras da Sra Eliane Cavalleiro, cujo email encaminho para que tome ciência das reflexões a que me refiro. A Sra Camila se indignou por ser questionada e deu uma resposta a esse questionamento no mínimo desrespeitosa; desmerecendo e desqualificando a questionadora primeira, Sra Adriana Baptista, resumindo tudo a um mero despeito por não ter sido convidada. Com essa atitude, a senhora Camila apenas reforçou a posição do branco dominador que acha que tudo o que queremos é ser como ele. Quando ela (Sra Camila) diz que “...todo ser humano, seja mulher ou homem deseja apenas se integrar.” ela nos leva a crer que está partindo do princípio de que tudo o que queremos é fazer parte deste mundo que aí está quando, na verdade, o que o negro busca – e projetos como o Negro Olhar vem deixar isso bem “enegrecido” – é uma transformação da realidade atual que não nos contempla e não nos privilegia em nada (apesar de estarmos discutindo em um seminário bancado pela Petrobrás, mas que nos manda calar a boca no primeiro senão). A que integração ela se refere quando diz isso? A de que nos limitemos a ser imagem e semelhança de pessoas como ela que “querem muito contribuir com nossa causa e lutar ao nosso lado”? Que contribuição é essa que nos anula não permitindo questionamentos? Admitir que não se ateve ao fato da ausência feminina e pedir desculpas era muito mais simples para quem tem verdadeiras e boas intenções de “real integração”. Apesar dela não ter aceito a sua sugestão de me indicar quando do primeiro convite – quando ainda estava em Dakar – por eu já ter participado de edições anteriores.
Diante de uma discussão deste tamanho e quilate eu me sinto imensamente honrada pelo fato de vc, mesmo antes de toda essa fala, ter me convidado e, agora, reiterado o convite. Mas devo abrir mão dele, pois agora, para ocupar este lugar, não é apenas uma mulher negra com um trabalho digno e significativo para ocupar tal espaço, mas uma mulher militante a mais tempo, com uma experiência muito maior que a minha para apresentar à Sra Camila e a todos que pensam como ela, que, ao contrario do que ela disse como resposta ao questionamento da Sra Adriana Baptista: “...você fala em serem "muitas", de "organização", mas a única coisa que vejo são algumas poucas pessoas apresentando informações erradas sobre nós de forma bastante conveniente. Vocês falam em "manifesto", de "luta incansável", mas não se propõem a divulgá-los nem para aqueles de quem reclama.(...) Respeito o trabalho de vocês, que conheço pouco, e imagino que os curadores do evento também (...) Por favor, mostrem o melhor de vocês, e de seus argumentos, pelo menos, a quem é sensível a isso. Ou sua luta será eterna mesmo.” Que somos muitas sim, em organizações, manifestos, lutas incansáveis; e desconhecidas apenas para os ignorantes e desinformados que se recusam a ver além do próprio espelho. Foi solicitado que mostrássemos o nosso melhor, pois bem, o meu melhor é dizer a produção dessa senhora: Não, obrigado! E dizer a vc meu querido amigo, que agradeço imensamente as palavras proferidas a meu respeito, a consideração à minha caminhada, e a confiança em mim e no meu trabalho, mas não estarei presente como palestrante, apenas como ouvinte.
Um grande bj
Tatiana Tiburcio


Posicionamento Sra Consolação Lucinda


Camila,
É lamentável que você não consiga reconhecer que o motivo do pronunciamento feito por Adriana Baptista e as poucas pessoas que você disse terem se manifestado seja expressão de um posicionamento político. O viés ideológico de sua resposta se trata de posicionamento político conservador, isto é, de quem afirma não ser necessário melhorar porque tem sido bom como está. Seus argumentos, ao contrário do que você quer acreditar, não foram consistentes, nem coerentes, nem objetivos. Para exemplificar citarei apenas sua referência à sua genealogia angolana. Isto pode lhe autorizar a falar como africana e afrodescendente, mas não estaria faltando uma reflexão sobre a experiência deste pertencimento? Nossa crítica a formação das mesas do Seminário Inserção e Realidade - por uma questão até cultural, se ficar melhor - não é, ao contrário do que você afirma uma indisposição de pessoas insatisfeitas por não terem sido convidadas. Esta conclusão é subjetiva, inconsistente, enfim... Quando Adriana Baptista se manifestou, ela o fez sim apoiada por outras pessoas que, se não responderam à sua mensagem imediatamente, certamente não foi por falta de comprometimento com o debate. Estas pessoas concordaram com a manifestação contra a ausência de nomes femininos, de nomes de mulheres negras também e de outras categorias sociais com representantes competentes, que poderiam - para ser presunçosa e dizer outra coisa - ter sido lembrados e, o segmento jovem é um exemplo. Mas, talvez sua preocupação em não politizar o debate tenha lhe impedido de perceber as nuanças da mensagem de Adriana Baptista.
Chega e causar mal estar sua ênfase no caráter apolítico de atitudes e ações que, por serem referendadas por uma empresa, portanto, pela esfera mercadológica, supostamente não representariam interesses políticos. A político é o domínio da ação humana. Como uma produtora cultural pode afirmar que financiamento público, concedido por meio de captação de recursos públicos, não tem dimensão política?!
Espero que minha mensagem seja entendida como a ratificação de um posicionamento político e não como a manifestação de contrariedade por não ter sido convocada para compor uma mesa cujo mérito e competência dos integrantes em nenhum momento foram postos em questão. Apenas precisamos deixar evidente que o tema da diversidade não é um problema da cabeça de pessoas insatisfeitas que querem tumultuar o que aparentemente estava dando certo. Questionamos a falta de compromisso de agentes sociais e instituições que usam de prepotência para manter o  status quo, mesmo quando pretensamente querem fazer crer o contrário.

Atenciosamente,
Consolação Lucinda


Posicionamento Sra Bárbara Santos


Penso que em protesto, todas as mulheres deveriam boicotar o evento. Querem falar sobre os homens, discutam entre eles. Mas concordo com o Gá, perdeu-se uma boa oportunidade de ficar calada ou corrigir o erro publicamente. Mulheres vamos a luta !
Tânia Maria Pedroso Muller



Será que todos as mulheres deixam de ir?
Ou todas as mulheres vão e mudam a agenda da discussão, incluindo o que foi excluído?

Como não estarei por aí... não posso assumir proposta com a qual não terei chance de me comprometer.

Bárbara Santos

Posicionamento Sr. Luis Carlos Gá


Aqui para nós:

A Dona Camila perdeu uma boa oportunidade de ficar calada. QUE COISA FEIA!

O Haroldo Costa como organizador desse evento, bem que podia comentar a fala ridícula dessa Senhora, e pedir desculpas a mulherada preta carioca.

É o que se espera de uma pessoa com a história de Haroldo.

Gá  

Posicionamento Sr Julio Roberto


As explicações estão parecendo angu de bolota, quanto mais mexe mais caroços aparecem. Mais fácil seria admitirem o equívoco do que justificarem o erro com acusações. Louve-se o destemor da Adriana em mexer no vespeiro masculino. Tomara que não saia ferrada. A proposta já foi feita: é a crítica ao machismo negro e a vigilância feminina das mulheres negras.
jr

Posicionamento SraElisabeth Fernandes de Sousa


Queridas companheiras mulheres negras e organizadores do evento em questão,

confesso que quando recebi o poster de "reclamação" não acreditei que fosse possível a realização de um evento sobre essa temática, no Rio de Janeiro (região em que o combate ao racismo tem tradição inclusive na formação de profissionais sobre a temática) e em função disso não me manifestei, simplesmente porque considero absurdo a estruturação de tal evento nesse formato.
Hoje ao receber esse e-mail com os debates que derivaram desse protesto fiquei ainda mais absurdada e triste com a carta da organização do evento diante das seguintes ponderações:

"A ND Comunicação se sente uma produtora cultural que promove a mulher negra, e vocês, enquanto mulheres negras, estão simplesmente inventando uma exclusão.
Repito, haverão novas edições. E dessa vez, pela última, convido-as a ampliarem nossas mentes com ações efetivas, com informações corretas, e com uma postura mais feminina.
Nós mulheres podemos ser excluídas, mas nós fazemos o mundo. Nós criamos os homens machistas do jeito que são.
A mudança do paradigma da superioridade masculina sempre esteve em nossas mãos. Enquanto nos defendermos, não teremos aliados e seremos esquecidas. Porque todo ser humano, seja mulher ou homem deseja apenas se integrar. E quem integra o mundo são as mulheres.
Por fim, o mundo é feito de homens e mulheres. Será excludente enquanto, nós excluídas do poder, não o chamarmos de "nosso".

Por favor, mostrem o melhor de vocês, e de seus argumentos, pelo menos, a quem é sensível a isso. Ou sua luta será eterna mesmo.

Eu paro por aqui com o diálogo, porque não me senti ouvida, nem como profissional, nem como mulher, e nem como ser humano."

 Bem, ao que parece a organização do evento é feminina porque foi uma mulher que nos respondeu, logo inferimos que os homens convidados não tem participação nisso?
Depois podemos verificar que a pessoa que responde de fato se sente inferior aos homens e talvez não tenha força para lutar contra a dominação masculina e aí fica possível para essa pessoa afirmar que as mulheres negras que reclamam diante das evidências de exclusão observadas com a leitura do folder do evento seriam as "inventoras da exclusão". Afirmar que no Brasil não há machismo, é quase a mesma coisa que afirmar que no Brasil não há racismo (e aí seria completamente desnecessário a realização de tal evento). Por suposto, a correção de tal equívoco prescinde da realização de um seminário mais democrático no qual homens e mulheres tenham garantidas as suas participações. Felizmente o século XX forjou inúmeras mulheres negras qualificadas em nossa sociedade. É fundamental inserí-las O mais triste é que o texto da organizadora revela que de fato ela crê que as mulheres e em especial as  negras são inferiores. Triste, muito triste. Depois de tanta luta estaríamos ainda ancorados no século XIX e em Gilberto Freire?

Elisabeth Fernandes de Sousa

Posicionamento Família Estimativa


Prezada Camila Santo,

Neste momento, não cabe ressaltarmos historicamente a trajetória de mulheres negras na sociedade por que, pelas suas palavras não compreenderás, ainda mais no meio desse furacão, a possibilidade de entender diminui ainda mais.

Mas, na postura de uma Organização liderada principalmente por mulheres negras nos sentimos muito a vontade para convidá-la para uma reflexão sobre sua atitude hierárquica no posicionamento com relação a Sra Adriana Batista.

Somos contrárias a falta de mulheres no debate sim, e principalmente das mulheres negras, cuja a temática é sobre a cultura afrobrasileira.

Aproveitamos para ressaltar que não precisamos de sua opinião de herdeira de privilégios sociais para sabermos o valor de cada uma das mulheres negras que se posicionam neste momento e sempre.

O evento está lindo, com muitas pessoas que admiramos, mas houve essa falha grave.

Portanto, não cabe mais, no ano de 2011, abordar sobre a temática, sem a presença das Mulheres Negras. Isso é fato!


Bom evento! E maior dedicação ao setor de pesquisa nos próximos anos.

Família Estimativa

Posicionamento Sra Deise Benedito




Querida Adriana e demais,

Realmente, as pessoas muitas vezes se superam, não há nenhuma justificativa para a total falta de respeito com  as mulheres negras que ao longo de sua existência contribuiram e resignificaram com seu trabalho, dedicação, persistência,generosidade,austúcia cada pagina da vida de cada um de nós. homens e mulheres negras.

A minha proposta vai no sentido que a Petrobras e as demais organizações que realizaram este evento, realizem um novo Seminário. "Negras, Mulheres, Palavras, Letras e Ações" para Além do dia 14 de Maio...Acredito que pode ser uma atividade nos mesmos moldes deste Semininario AfroMacho.

No mais, no que for possível será um prazer poder contribuir...

Afro abraços

Deise

Posicionamento Dra Jurema Werneck

(Com relação ao texto escrito pela Sra Eliane Cavalleiro)
Prezada Eliane,

Mais uma vez endosso suas palavras pela objetividade dos argumentos com que busca educar pessoas para que um dia entendam a profundidade do impacto do racismo patriarcal em suas escolhas.

Ainda quem nem todas as mentes se abram para as mudanças que este século XXI exige, acredito que estamos -  continuaremos - fazendo nosso trabalho.

Creio esta empresa, como tantas, se beneficiarão deste diálogo, ainda que num primeiro momento a posição defensiva lhes impeça de dar o passo seguinte e exercer com responsabilidade (social? racia? de gênero?) o ofício que, imagino, devem realizar com competência...Descobrirão (espero que em breve) as vantagens e a generosidade da provocação que receberam da companheira Adriana Batista.

E, para o bem daquilo que o futuro espera que deixemos como herança, mudarão...

Quanto a nós, sim, seguiremos lutando. E, sempre que necessário, chamando atenção para a inaceitável renúncia do que somos e significamos e a violência embutidas  e-ou jogadas sobre nós mulheres negras  em muitas tentativas de silenciamento impostas sob argumentos de uma pseudo-cumplicidade "de mulher para mulher" (sic).

Um abraço afetuoso,

Jurema Werneck

Posicionamento da Dra Eliane Cavalleiro

"Sra Camila Santo,

Sua indignação com o posicionamento das mulheres negras que protestam contra o evento organizado por sua empresa evidencia, mais do que seu desconhecimento sobre o feminismo negro, sua prepotência e arrogância por  se sentir questionada e  critica em seu fazer profissional.
As pessoas erram, e as(os) organizadoras(es) desse evento erraram em permitir a formatação de uma edição sem a participação de mulheres como palestrantes. Isso significa pensar que vocês não identificaram pesquisadoras a altura dos pesquisadores homens por voces convidados. E esse fato não corresponde sequer com a realidade local do Rio de Janeiro, quanto mais em nível nacional, onde facilmente identificamos expertas nos temas proposto.
Você tenta desmerecer nossa reivindicação apontando a participação de mulheres em edições passadas. E nessa edição, o que impediu a participação de mulheres pesquisadoras?
Tanto no que se refere ao tema do evento quanto ao momento atual, e inaceitável a não participação de mulheres, ainda que seja em uma única edição.
Ao invés de tentar desmerecer a pessoa de Adriana Baptista - feminista que não necessita de sua autorização para gritar o machismo e o racismo do mundo -  você deveria dialogar com sua equipe de trabalho e analisar o ocorrido. Ainda há tempo de vocês, minimamente, realizarem um evento condizente com as questões colocadas pelos movimentos negros.
Não  espere que seus convidados-homens-palestrantes concordem com nossas reivindicações. O machismo  garante a eles privilégios que muitos não estão dispostos a abrir mão.
O evento da forma como está organizado representa um atraso para as discussões das relações raciais e de gênero em nossa sociedade. Desse modo seguira sendo objeto de nossa crítica e repúdio."
Atenciosamente,
Eliane Cavalleiro
Coordenadora Relações Internacionais da Associação Brasileira de Pesquisadores(as) Negros(as) - ABPN

Resposta da Sra. Camila Santo para MENINAS FORA


Na verdade, uma empresária que não consegue escutar as observações de seu público, não pode ser considerada séria, ou melhor, profissional, não é mesmo?
Pois é Sra Camila Santo da ND Comunicações envia a seguinte resposta para o questionamento da Sra Adriana Baptista.


DE : CAMILA SANTO (PELO FACE)
PARA: ADRIANA BAPTISTA

Adriana,
Se você não reconhece que o motivo de não haverem mulheres este ano na programação de nosso seminário nada tem a ver com preconceito contra mulheres negras, apesar de eu ter apresentado argumentos consistentes, coerentes e objetivos.
Se continua apresentando argumentos políticos que nada têm a ver com a atividade social de nossa empresa, ou com a proposta do nosso evento.
Se você e as pessoas que compartilham sua visão não enxergam que seminários são oportunidades para debates. E preferem organizar discursos e direcionar a sua divulgação às pessoas que não aquelas responsáveis pelo que chamam de "episódio triste"...ao invés de pura e simplesmente dizerem o que pensam, para as pessoas-chave, aproveitando o nosso convite para iluminarem os organizadores do IV Seminário Inserção e Realidade, e o público interessado pelo tema que estará presente na Academia Brasileira de Letras (um cenário de honra)...
A única coisa que me resta é supor que a intenção de vocês não está direcionada em ampliar a mente das pessoas de nossa sociedade quanto à relação entre o movimento de valorização das mulheres negras e as reflexões sobre afro-descendência, e sim reclamar por não terem sido pessoalmente convidadas a compor o grupo de palestrantes.
Pois você fala em serem "muitas", de "organização", mas a única coisa que vejo são algumas poucas pessoas apresentando informações erradas sobre nós de forma bastante conveniente. Vocês falam em "manifesto", de "luta incansável", mas não se propõem a divulgá-los nem para aqueles de quem reclama. Você disse que havia recebido vários e-mails e que gostaria de me enviá-los para que nos manifestassemos. Nós nos manifestamos, com toda boa vontade e abertura de espírito, e nenhum e-mail foi enviado.
Respeito o trabalho de vocês, que conheço pouco, e imagino que os curadores do evento também. Mas que tipo de mudança esperam promover com este tipo de postura?
Sinceramente, de mulher para mulher, o mundo não gira com reclamações, o mundo gira com mudanças de paradigmas. 
Se querem realmente transformar as pessoas que poderiam ser seus futuros aliados, e que são nacionalmente respeitadas, em inimigos ideológicos, que união espera para o movimento negro no Brasil? Se houver um dia, pelo visto, não será com a contribuição de vocês.
Desculpe, mas enxergo uma realidade diferente da sua e de suas companheiras. A ND Comunicação se sente uma produtora cultural que promove a mulher negra, e vocês, enquanto mulheres negras, estão simplesmente inventando uma exclusão.
Repito, haverão novas edições. E dessa vez, pela última, convido-as a ampliarem nossas mentes com ações efetivas, com informações corretas, e com uma postura mais feminina.
Nós mulheres podemos ser excluídas, mas nós fazemos o mundo. Nós criamos os homens machistas do jeito que são.
A mudança do paradigma da superioridade masculina sempre esteve em nossas mãos. Enquanto nos defendermos, não teremos aliados e seremos esquecidas. Porque todo ser humano, seja mulher ou homem deseja apenas se integrar. E quem integra o mundo são as mulheres.
Por fim, o mundo é feito de homens e mulheres. Será excludente enquanto, nós excluídas do poder, não o chamarmos de "nosso".

Por favor, mostrem o melhor de vocês, e de seus argumentos, pelo menos, a quem é sensível a isso. Ou sua luta será eterna mesmo.

Eu paro por aqui com o diálogo, porque não me senti ouvida, nem como profissional, nem como mulher, e nem como ser humano.


obs. É com muita emoção que colocaremos todas as respostas para a Sra Camila Santo da ND Comunicações.

Quando tudo começou!! - MENINAS FORA do IV Seminário Inserção e Realidade

Foi uma loucura essa semana que começou com o post do Ras Adauto diretamente da Alemanha, que recebeu a notícia de primeira mão em função do fuso horário, e que imediatamente foi explanado por diversas mulheres negras militante, nesse caso no face de Rosália Lemos.
Várias contestaram, mas a incansável militante Sra Adriana BAptsta saiu a procura dos pais da criança, foi quando surgiu a Sra Camila Santo, representando a produtora ND Produções, que era mais fácil admitir o erro e fazer uma carta de retratação, preferiu seguir com o seu discurso hierárquico e várias mulheres poderosas, que não precisam da “cadeira” no seminário para ser mais poderosas se POSICIONARAM.
Daqui em diante, deixaremos registradoS os posicionamentos de algumas mulheres negras que fazem com que tenhamos força para ser, viver o dia a dia da Mulher Negra com TODO ORGULHO!
Posicionamentos Facebook Rosalia Lemos